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Rotary Club de Vila Nova de Gaia

Cidadãos globais, conectados pela amizade e dedicados a serviços comunitários.

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Percurso em Síntese

foto 10Presidia ao Rotary International em 1972-73 o Rotário norte-americano Roy Hickman que definira para o seu ano de presidência o lema “Examinemos Novamente”. Nessa altura, em Portugal, apenas um Distrito Rotário havia: era designado por Distrito 176 e o seu Governador era o Compº. Ângelo Couto Soares, que, a esse tempo, era membro do Rotary Club de Matosinhos.

O Gov. Ângelo Soares, um distinto médico militar especialista em ortopedia, decidiu que se avançasse com diligências tendentes à formação do nosso Clube, o Rotary Club de Vila Nova de Gaia, e elegeu o Rotary Club de Coimbra para apadrinhar tal iniciativa. Nomeou como seu Representante Especial para a formação do nosso Clube o saudoso e grande Rotário que foi o Compº. António Marques Cordeiro.

Seguiu-se todo um árduo trabalho de reuniões preparatórias visando a organização do clube, isto numa época na qual a criação de novos clubes tinha que se lhe dissesse, designadamente quanto ao aspecto de criação do território que seria o da implantação do novo clube, o que teria de ser alcançado mediante a “cedência de território” de clube já existente e que, no mesmo espaço, tivesse jurisdição. E este era o caso, por isso que o território de Vila Nova de Gaia era na altura pertença do Rotary Club do Porto, e o Clube do Porto não se mostrava lá muito disponível para abdicar de parte do seu território de então libertando-o para a implantação de um novo clube em Vila Nova de Gaia.

foto 11Mas as coisas foram evoluindo e acabou por se obter a indispensável cedência territorial. As primeiras reuniões de preparação do nosso Clube realizavam-se no Restaurante “Sebastião”, mais conhecido, ainda hoje, por “Sebastião Alfaiate”, ali para os lados de Coimbrões. Foi aqui que teve lugar a última reunião com esse carácter, a 6 de Dezembro de 1972. Nela foi deliberado que o Clube passassea fazer as suas reuniões semanais no Hotel “Mirassol”, em Miramar. Mas já tinha sido designado o nosso primeiro Presidente, escolha que recaíra no Compº. António Cândido Leite que, por sinal, até era cunhado do Representante do Governador, como vimos, o Compº. António Cordeiro. Nessa reunião, Cândido Leite teve ensejo de informar os então 33 elementos que o Clube já contava que o processo completo que dizia respeito à formação do nosso Clube já o Gov. Ângelo o tinha feito seguir para o Escritório de Zurique do R.I. com o pedido de admissão oficial do Clube.

Já no Hotel “Mirassol”, teve lugar a 20 daquele mês de Dezembro a essencial reunião de instalação do Clube, o que passou a permitir recuperações de Companheiros doutros clubes. Foi uma reunião de grande fervor rotário. 115 foram os que nela estiveram e em representação de 14 outros Rotary Clubes das mais variadas partes: de Lisboa-Oeste e Caldas da Raínha a Viana do Castelo, de Braga a Ovar, não faltando gente de Coimbra e do Porto.

Finalmente o nosso Clube ver-se-ia admitido em R.I. em 13 de Janeiro de 1973 e, mais tarde, veio a ser identificado como Clube nº. 12.028. A grande festa de entrega da Carta de Admissão veio a realizar-se um pouco mais tarde, em 8 de Abril desse ano, e decorreu nas instalações da empresa “Cerâmica de Valadares”. A antecedê-la, nesse dia memorável, realizou-se uma recepçãp no Salão Nobre da Câmara Municipal que era, a esse tempo, presidida pelo Dr. Ramiro Marques de Queirós.

Em si, a referida reunião foi largamente concorrida: nela estiveram mais de quatro centenas de pessoas que começaram por degustar um “aperitivo” nas Caves da “Cockburns & Smiths”. Algumas autoridades mais significativas dessa época abrilhantaram a festa com as suas presenças. Foram os casos do Governador Civil do Porto, o Major Paulo Durão, do Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes, do já referido Presidente da Câmara gaiense e do, então, Presidente do Conselho de Administração da “Cerâmica de Valadares”, o Compº. Augusto Serras.

Radiantes estavam, como seria de esperar, o Representante do Governador para a formação do Clube, Compº. António Cordeiro, o nosso Presidente Compº. A. Cândido Leite, e muito particularmente o Gov. Ângelo Couto Soares. E a Carta de Admissão foi formalmente entregue pelo Governador ao nosso Presidente no meio de entusiásticos aplausos e até de lágrimas de alegria a brilhar nos olhos de muitos. A cada membro do Clube o Gov. Ângelo ofereceu um exemplar da obra “Servir- Uma Bela Aventura”, e o nosso Presidente Cândido Leite ofertou, em nome do Clube, placas alusivas ao evento ao Presidente do Rotary Club de Coimbra, às autoridades presentes, ao Governador e ao Compº. Augusto Serras.

A partir daí, o Clube começou a lançar mãos à obra, não sem, e logo de entrada, ter tido de arrostar com as consequências do “25 de Abril”. É que, até à “Revolução dos Cravos” as liberdades de reunião e de opinião estavam em boa medida coarctadas e era fundamentalmente nos Rotary Clubes que se acolhiam pessoas de diversas tendências políticas por neles encontrarem um espaço no qual era de algum modo possível exprimirem-se com certa liberdade. Com o “25 de Abril”, adquiridos os direitos de reunião e de opinião, alguns dos que se diziam Rotários e, por isso, estavam nos quadros sociais de Rotary Clubes, saíram destes na medida em que deixaram de encontrar justificação para neles se manterem. E o nosso Clube não escapou ao fenómeno. Mas logrou vencer o seu impacto.

O Clube viria a afirmar-se muito na sua comunidade através de sucessivas acções de serviço em favor dela, cujos resultados se encontram por ela espalhados. A primeira acção de serviço foi, porém, por assim dizer, internacional: o envio e oferta ao Museu de Exeter (Inglaterra) de uma bateira da Afurada, nova e totalmente equipada com os normais apetrechos da pesca. Ainda lá está.

Para além dessa acção, muitas mais o Clube levou a cabo ao longo dos seus anos de existência. A título meramente exemplificativo anotamos: instalação de biblioteca e sala de leitura no Instituto “Corpus Christi”; lavandaria industrial na “Casa da Sagrada Família”; a construção e total equipamento, mobiliário e decoração da “Casa dos Rotários” da Aldeia SOS de Gulpilhares; cozinha e refeitório nas instalações da Associação de Pais e Amigos dos Autistas; equipamento “snozslen” nas instalações da APPACDM; elevador monta-camas no Lar de Santa Isabel; gabinete médico, sala de tratamentos e parque infantil na Aldeia SOS; parque infantil na Escola Básica do Bairro do Cedro; cozinha industrial no Lar Salvador Brandão, da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Gaia; construção e mobiliário de apartamentos no “Bom Samaritano”, no Monte da Virgem; descascadora industrial de batats para o Lar Pereira de Lima; etc. etc..

Em 1983, o Clube lançou a publicação mensal do seu Boletim, saindo o seu nº. 0 na ocasião da VOG em época em que era Governador do já então Distrito 196, o Compº. António Guimarães Ferreira e no assinalar do seu 10º aniversário, uma publicação que se tem mantido ininterrupta até à actualidade.

E ficaram famosas as iniciativas de carácter socio-cultural que, sob as designações, primeiro, de “GaiaMostra” e mais tarde de “Gaiarte” ou Salão de Artes Plásticas, o nosso Clube lançou, traduzidas num fortíssimo impulso da produção artística na nossa comunidade. Durante anos elas se realizaram movimentando muitas centenas de artístas plásticos e milhares de obras de arte das mais diversificadas expressões. Elas movimentavam a totalidade dos elementos do Clube, eles e elas.

Certo que a breve prazo se criou a “Casa da Amizade” dentro do Clube, umaorganização dos cônjuges que viria a desenvolver, e tem desenvolvido, muito meritória actividade de serviço.

A presença do Clube nacidade pode hoje em dia ser notada em resultado de alguns monumentos rotários que o Clube nela foi logrando implantar e aqui deixamos reproduzidos.

Nossos Princípios

Como membro que é do Rotary International, o fundamental objectivo do Rotary Club de Vila Nova de Gaia é, também, o do Movimento, conforme foi definido já em 1910:

- o desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir.

- o reconhecimento do mérito de toda a ocupação útil e a difusão das normas de ética profissional.

- a melhoria da comunidade pela conduta exemplar de cada um na vida pública e privada.

- a aproximação dos profissionais de todo o mundo, visando a consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as nações.

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